
Dentro da perspectiva do diálogo intercultural, e olhando para esta imagem, poderia abordar imensos assuntos…
Quando olho para esta imagem, eu vejo a variedade de culturas que comunicam entre si, a cultura que cada povo possui já nasceu com ele, e que foi passado de pais para filhos durante varias gerações. Mas será que o progresso irá destruir esta enorme variedade de culturas?
Eu não acredito, pois é bem possível existir o diálogo entre culturas, na minha opinião até é enriquecedor para a minha própria cultura saber ver as diferenças respeitá-las, e aprender com elas. Quando sabemos ver e ouvir o que as pessoas das outras culturas têm para nos dizer e para nos mostrar sem criticar, quando tentamos entender porque é que são assim, porque têm aqueles costumes tão diferentes dos nossos, temos que nos lembrar que eles olham da mesma maneira para nós.
Para alguns povos nós temos costumes muito maus, ou muito bons, mas para que possamos aprender alguma coisa com alguém temos que nos colocar no lugar dos outros, e tentar perceber a maneira como pensam para entendermos como é que eles olham para nós, não é ao fazermos isto que perdemos a nossa cultura, nem é ao obrigar alguém a aceitar a nossa.
Não somos absolutos, nem perfeitos, somos a diferença do outro parecido com o anterior, somos ricos de diferenças, empobrecemos se somos únicos. Não somos ninguém sem os outros, que interesse teria se fôssemos todos iguais. Como disse Mário de Sá Carneiro:
“Eu não sou eu nem sou o outro, sou qualquer coisa de intermédio. Pilar da ponte do tédio, que vai de mim para o outro.”
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