O presente trabalho foi elaborado pelo formando Pedro Araújo no âmbito de Cidadania e Profissionalidade, núcleo 5. A partir da visualização do filme “ Mar Adentro”, emergiu a discussão e posterior reflexão sobre a Eutanásia.
Realizador: Alejandro Amenábar
Rámon Sampedro interpretado por: Javier Bardem
Este filme retrata a realidade e o poder da consciencialização sobre a decisão à pergunta realista e da certeza da nossa vida, a morte.
A minha opinião, sobre o que este filme retrata, é que é um assunto muito mexido na nossa mente, é como um rato na nossa casa que de vez em quando decide roer aquilo que mais protegemos. Neste caso a nossa vida. Por mais que se fale, nunca ninguém irá chegar a um só consenso, existem opiniões variadas há muitos e longos anos, e não é agora que irá ser decidido. Eu pessoalmente sou a favor, não tenho nada contra se for decidido pelo próprio e tiver consciência do que realmente está a fazer.
Como no filme “Mar Adentro”, que mostra um indivíduo chamado Rámon Sampedro que é tetraplégico, que está prisioneiro na própria respiração e encontra-se num quarto no qual o oxigénio está praticamente a asfixiá-lo. Encontra-se totalmente dependente da família. Há uma frase que diz que me marcou pessoalmente, “Porque você está sempre a sorrir?”, ”Quando não podemos evitar de depender constantemente de outros, aprendemos a chorar rindo.". Aqui mostra o que é ser consciente e a angústia de uma pessoa viver totalmente dependente dos outros. Mostra também um ser que acredita naquilo que acha que é o melhor para ele, acreditar no que realmente quer.
A morte está ao alcance de todos, uns muito cedo, outros muito tarde e outros num tempo em que acham certo. Nós, Homens de um mundo em que tudo é mentalmente livre, não temos o poder de escolha sobre a vida, como a Igreja Católica diz, foi uma dádiva de Deus trazer-nos ao mundo, pois na minha opinião, a certas fases da vida em que Ele se esqueceu, ou teve um colapso de memória, pois existem pessoas que não têm alternativas neste mundo, não conseguem viver e não conseguem ser felizes. Então porque não lhes dar o poder de decisão sobre a própria vida? Procura-se e gasta-se muito dinheiro sobre como alterar o nosso estado físico e consequentemente o psicológico, mas os entraves da vida não nos deixam outra solução, senão a nossa própria consciência e mentalização daquilo em que realmente acreditamos, a decisão da nossa morte.

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