quarta-feira, 26 de maio de 2010

Reflexão Sobre a Eutanásia

O presente trabalho foi elaborado pelo formando Pedro Araújo no âmbito de Cidadania e Profissionalidade, núcleo 5. A partir da visualização do filme “ Mar Adentro”, emergiu a discussão e posterior reflexão sobre a Eutanásia.




Realizador: Alejandro Amenábar
Rámon Sampedro interpretado por: Javier Bardem

 
Este filme retrata a realidade e o poder da consciencialização sobre a decisão à pergunta realista e da certeza da nossa vida, a morte.

A minha opinião, sobre o que este filme retrata, é que é um assunto muito mexido na nossa mente, é como um rato na nossa casa que de vez em quando decide roer aquilo que mais protegemos. Neste caso a nossa vida. Por mais que se fale, nunca ninguém irá chegar a um só consenso, existem opiniões variadas há muitos e longos anos, e não é agora que irá ser decidido. Eu pessoalmente sou a favor, não tenho nada contra se for decidido pelo próprio e tiver consciência do que realmente está a fazer.

Como no filme “Mar Adentro”, que mostra um indivíduo chamado Rámon Sampedro que é tetraplégico, que está prisioneiro na própria respiração e encontra-se num quarto no qual o oxigénio está praticamente a asfixiá-lo. Encontra-se totalmente dependente da família. Há uma frase que diz que me marcou pessoalmente, “Porque você está sempre a sorrir?”, ”Quando não podemos evitar de depender constantemente de outros, aprendemos a chorar rindo.". Aqui mostra o que é ser consciente e a angústia de uma pessoa viver totalmente dependente dos outros. Mostra também um ser que acredita naquilo que acha que é o melhor para ele, acreditar no que realmente quer.

A morte está ao alcance de todos, uns muito cedo, outros muito tarde e outros num tempo em que acham certo. Nós, Homens de um mundo em que tudo é mentalmente livre, não temos o poder de escolha sobre a vida, como a Igreja Católica diz, foi uma dádiva de Deus trazer-nos ao mundo, pois na minha opinião, a certas fases da vida em que Ele se esqueceu, ou teve um colapso de memória, pois existem pessoas que não têm alternativas neste mundo, não conseguem viver e não conseguem ser felizes. Então porque não lhes dar o poder de decisão sobre a própria vida? Procura-se e gasta-se muito dinheiro sobre como alterar o nosso estado físico e consequentemente o psicológico, mas os entraves da vida não nos deixam outra solução, senão a nossa própria consciência e mentalização daquilo em que realmente acreditamos, a decisão da nossa morte.

domingo, 16 de maio de 2010

Diferências de Construção

Casa da Música

     A Casa da Música é um dos monumentos mais emblemáticos da época contemporânea da cidade do Porto. Fica situado próximo da rotunda da Boavista (Praça Mousinho de Albuquerque), mais propriamente implantada no local onde existia a garagem de recolha dos eléctricos.

     A Casa da Música foi projectada pelo arquitecto holandês Rem Koolhas, tendo a sua construção se iniciado em 2001 e a sua conclusão em 2005.

     Uma das principais e mais relevantes características da sua construção é a utilização do betão branco. O betão é simultaneamente a estrutura e o acabamento final da obra. Este facto vem da importância à necessidade de um bom comportamento da estrutura em serviço.

     Acresce ainda, a originalidade da sua forma geométrica, o isolamento acústico dando uma sonoridade fora do comum. Salienta-se também, a forma como o espaço, quer interior quer exterior é aproveitado de forma a maximizar as suas potencialidades. É um espaço aberto ao diálogo intercultural tendo tido por sua vez alguma polémica a quando da sua construção, mas no fim ficamos todos a ganhar pela sua notoriedade na nossa cidade Capital do Norte.

     A casa da Música projecta a nossa cidade e o nosso país além-fronteiras, o que nos orgulha bastante principalmente a nós Portuenses, para não falar que passou a ser um forte atractivo em termos turísticos.

Palácio da Bolsa

     O Palácio da Bolsa situado no centro histórico da cidade do Porto, reconhecido pela Unesco como património da humanidade. A sua construção demorou mais de sessenta anos, e a onde se podem encontrar vários estilos arquitectónicos e decorativos.

     A sua construção remonta a Outubro de 1842, por ordem da rainha D.Maria II é dada a concessão do edifício após incêndio aos artificies e mestres os quais ao longo de três gerações trabalharam para a edificação desta obra arquitectónica de século XIX em estilo neoclássico.

     Um dos traços característicos é a utilização na sua construção, ao nível do pavimento, de mosaico cerâmico em estilo romano, tendo desenho geométrico bordados de faixas rematados com cantos triangulares centrados. Outro aspecto importante é o material utilizado nos tectos, ou seja, o estuque, também os frescos utilizados em algumas salas.

     Grandes nomes da arquitectura, pintura, escultura, e outras artes decorativas, contribuíram para este espólio e património único.

     Posso destacar, dentro deste célebre museu, o esplendor do salão árabe, fazendo algumas referências, tais como a própria forma de um paralelogramo octogonal de abundância e opulência onde se destacam as inscrições em árabe, no tecto e nas paredes, distinguidas por três cores e que significam a vermelha (gloria a Alá), o azul (D. Maria II), e por último o verde (Alá é grande, Alá é perfeito).

     Estes dois monumentos são dois belos e diferentes exemplos de arquitecturas portuense e que pela sua imponência dão um brilho incomensurável à paisagem do Porto.

Trabalho elaborado pelo grupo de Formandos

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Cartoon de Antonio Mongiello

Neste cartoon de Antonio Mongiello NAPU, cartoonista Francês, podemos observar o conceito de multiculturalismo através de uma multiplicidade de espaços culturais diferentes que convivem no mesmo espaço sócio - cultural – a diferença de mãos dadas.

Nesta imagem deparamo-nos com o grande desafio do nosso tempo: diálogo intercultural entre diversas culturas, o grande desafio de toda a humanidade. Com o diálogo conseguimos enriquecer a nível cultural, como também partilhar e trocar ideias.

Quem nos dera que o mundo fosse esta mão, cheia de cores, alegria, cooperação, concórdia, um mundo onde as diferenças politicas, religiosas, linguísticas, culturais e étnicas convivessem em harmonia, desenhando um horizonte promissor.

Susana Vieira

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Cartoon de Dobarta Lucian Ioan

Para mim a imagem de Dobarta Lucian Ioan, cartoonista da Roménia, faz-me reflectir sobre o conjunto de raças, crenças, e religiões do nosso mundo actual. Este cartoon mostra a união das bandeiras dos países existentes na terra, dado que assistimos, cada vez mais a uma anulação das fronteiras e que as pessoas se deslocam de país em país, de continente em continente. Com o passar das décadas houve um grande fluxo migratório em todo o mundo. Mas essa mudança trouxe vantagens e desvantagens para os povos, pois alguns vêem com bons olhos a mudança e outros com desconfiança. Uma vez que muitos imigrantes vêm trabalhar oferecendo mão-de-obra mais barata, os habitantes desses países sentem os seus postos de trabalho ameaçados. Fechados no seu egoísmo, esquecem-se que esses estrangeiros saem dos seus países devido à guerra ou mesmo à falta de condições de sobrevivência nos seus países.

Na minha opinião, a migração veio enriquecer o nosso conhecimento sobre a cultura e a tradição de outros povos, fazendo-nos respeitá-los e reflectir sobre as ideias e leis por eles aclamadas. Não podemos ficar presos à nossa cultura e sim abrir horizontes a novos conhecimentos e oportunidades para todos juntos podermos aclamar a velha máxima: “todos diferentes, todos iguais”.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Reflexão

Fernando Pessoa


E que posso evitar que ela vá a falência.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.

É ter coragem para ouvir um 'não'.

É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?

Guardo todas, um dia vou construir um castelo...



Fernando Pessoa

(Lisboa, 13 de Junho de 1888 - Lisboa, 30 de Novembro de 1935)


Sugestão de António Rocha

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Cartoon de Alexei Talimonov


Esta imagem caracteriza e muito bem o povo norte-americano em que existe uma diversidade étnica\cultural muito grande mas que de alguma forma, todas as culturas se convertem numa só, na americana. Aqui está o tio Sam e como sempre caracterizado numa versão patriota com as cores da bandeira nacional dos Estados Unidos da América, neste cartoon ele vai girando uma manivela de uma trituradora em que entram diversos tipos de cultura e também de formas de estar na vida e em sociedade e como resultado desta mistura pela mão do tio sam é uma semelhança como de um código de barras se tratasse que por mais diferenças que existam a semelhança é praticamente sempre a mesma. Escolhi esta imagem mesmo por isso porque dos E.U.A. saem as tendências de quase tudo que existe como se fosse uma norma a nível mundial ou um código do qual fossemos todos obrigados a seguir mesmo sem saber porquê. Da trituradora após tal mistura saem seres todos iguais, são fotocopias. Na actualidade acho que da trituradora do tio Sam só saem mesmo é Marines. Isto vai acontecendo em todo o planeta, a nossa aldeia global em que as fronteiras assim como as tradições já não são o que eram.

Elaborado por Silvio Sendas

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Cartoon de Antonio Mongiello

Esta mão reflecte as várias cores do mundo, é como as estações do ano: Primavera - Nascer, Verão - Viver, Outono – Repouso, Inverno – Paz. E apesar dos dedos das mãos serem diferentes, todos são necessários. Gostemos ou não do vermelho, amarelo, verde, castanho, azul ou do preto, todos somos precisos, e é necessário respeitarmo-nos, é o traço da união, nas bandeiras, a globalização, a união dos povos, a emigração e a imigração. As oportunidades surgem para todos, é preciso é agarrá-las com as mãos e tentar transmitir o melhor de cada um. O nosso mundo, apesar de redondo, e apesar das diferenças linguísticas, escritas, culturais, e religiosas poderia saber viver sem guerras e com muita paz.

O sorriso do cão simboliza a felicidade que teria de percorrer aquela mão e entrelaçar os dedos uns nos outros até haver paz entre todos ou então estar a rir da utopia desse seu pensamento.

A união faz a força.

Dulce Ferreira

Cartoon de Doberta Lucian Ioan


Envergas em ti as bandeiras da diferença racial,

Envergas a verdade e a mentira de todo o ser humano,

Envergas a dor, a maldade das guerras, dos conflitos causados pelas pessoas que em ti habitam,

Envergas todas as cores distintas que mesmo diferentes sempre serão escravas de um certo racismo absurdo,

Envergas a importância de um mundo em pleno crescimento que vai caindo nos seus erros e degradando o seu próprio habitat,

Envergas a esperança de um amanhã melhor, de um sonho tornado realidade, de uma palavra trocada por um gesto de compaixão pelo próximo,

Envergas a decisão de quem parte para outro mundo e quem por aqui permanece mesmo que não mereça,

Envergas a tristeza de milhões que não têm um lar, um rumo, uma peça de roupa para um sorriso mesmo que forçado possa dar, não têm um dia de glória pois a miséria segue-os e o tormento nos dias de inverno que aflige-os e na maioria das vezes leva-os no silêncio para um sítio que nos é ainda desconhecido,

Envergas em ti uma história de milhões de anos desde os primórdios do renascer de um mundo que tomou o rumo importante de evoluir e ser o que é hoje,

Envergas a dádiva do nascimento de quem abre os olhos pela primeira vez num mundo que ainda lhe é completamente desconhecido,

Envergas um futuro ainda prematuro, mas orgulhoso ficarás por ter tanta importância num mundo que um dia sonha em ver a paz global e aceitar todas as diferenças independentemente da cor ou nacionalidade que tenha.


Elaborado por Helder Batista

Reflexão sobre o Filme “ Welcome

Introdução
A reflexão agora apresentada, surge após a visualização do filme “Welcome” do realizador Philippe Lioret, no qual contracenam actores fabulosos, como, DeRya Ayverdi, Auudrey Dana, Vicent Lindon e Firat e argumento de Oliver Adam.
Este comentário estrutura-se a seguinte forma, inicia-se com uma pequena introdução, seguido do desenvolvimento onde é relatado o filme bem como a relação e interligação do seu conteúdo com a problemática do Multiculturalismo existente nos nossos dias. Por fim, a conclusão onde exponho os meus pontos de vista, e também pequenas noticias, sobre a movimentação de pessoas e a imigração.

Desenvolvimento
O filme “Welcome”, relata uma história de amor dos nossos dias e como se vive com o fardo de ser um refugiado de guerra, essa era a realidade de Bilal um jovem iraquiano de 17 anos de idade, a sua ânsia de reencontrar a sua amada Mina, e é nessa epopeia onde transparecem as realidades vividas pelos imigrantes, que apenas desejam melhores condições de vida, que fogem da miséria e da guerra. Na actualidade apenas traduzem as principais razões da imigração.
A acção do filme decorre numa cidade do Norte de França, Calais, cidade essa que se depara diariamente com a entrada de imigrantes ilegais, que se sujeitam a fazer viagens de kilometros, inclusive o protagonista percorreu a distância do Iraque até França a pé, viagens essas que na maioria das vezes são feitas em condições sub-humanas, e relata também a forma como a vida desses imigrantes se reduz a quase nada, na mão de pessoas menos honestas que apenas se dedicam à extorsão de dinheiro, que no filme são os chamados “passadores, deparamo-nos assim, com a dura realidade muito presente nos nossos dias como é imigração clandestina, que se sobrepõe em maior número á imigração efectuada dentro dos parâmetros legais.
È durante a estadia de Bilal nessa cidade, que conhece Simon, um nadador salvador que se encontra a ultrapassar um divórcio. E nesta fase que Bilal traça um plano quase impossível de atravessar o Canal da Mancha a nado e recorre, então, a Simon para que lhe dê aulas de natação, estreita-se uma relação que se vai transpor para fora da piscina, Simon acolhe-o e também presencia em várias ocasiões a forma como Bilal e qualquer outro imigrante é tratado por todos habitantes de Calais.
È também nesta parte em que se constata a maneira como os ilegais são tratados, com racismo e de uma maneira etnocêntrica.
A postura que as forças policiais assumem perante os imigrantes, na maioria das vezes com desprezo e desumanidade, bem como demonstra o estado das estruturas económicas políticas e sociais dos países que os acolhem e como estão burocratizadas e desfasadas da realidade e apenas dificultam e impossibilitam o diálogo intercultural.
È no decorrer do estreitamento de Simon e Bilal, que se vai acentuando por parte de Simon um sentimento paternal e de compaixão por Bilal, que faz com que compactue com o plano mirabolante de Bilal e faz de tudo para o ajudar.
Tudo na vida de Simon muda, inclusive a relação que ele tinha com os vizinhos, que viram na relação dos dois, uma ameaça no seu meio e ao seu dia a dia.
Torna-se patente que as políticas que muitos países adoptam, neste caso em especial a França, que na prática apenas vai difundir uma visão exageradamente nacionalista, racista sobre os imigrantes ou qualquer outra minoria.
No entanto mesmo Simon tendo adquirido o respeito e confiança de Bilal, nada conseguiu fazer para o demover do seu plano, pois na verdade não era um simples plano, mas sim um objectivo de vida, que ultrapassava largamente melhores condições de vida, era movido pelo amor, sim esse sentimento nobre!
Mas efectivamente, o plano não teve o melhor desfecho, uma vez que Bilal faleceu e sucumbiu ás forças da água, mas também perante os que o perseguiam, os guardas fronteiriços, já muito próximo do seu destino Inglaterra.
Foi desta forma trágica e desolada que acabou com a persistência e determinação do jovem, interrompendo-se assim o seu sonho.
Mas apesar de tal fatalidade Simon quis perpetuar o sonho de Bilal, levando-o para Inglaterra e confrontar Mina com o sucedido e dizer o quanto Bilal a amava, é com uma enorme tristeza que Mina recebe a notícia, mas que já nada poderia fazer, uma vez que devido aos costumes e à sua família já estava casada, mas que jamais esquecerá Bilal, tal facto transmitiu alento e esperança a Simon, que viu no seu retorno a França o recomeço da relação com a sua ex mulher!

Conclusão
De acordo com o que expus, posso então concluir que a morte se encontra presente constantemente na vida dos imigrantes ilegais, e que existe uma linha muito ténue, entre o respeito pelo próximo e a falta de dignidade humana, como nos é demonstrado no filme através dos abrigos que acolhiam os imigrantes, que são autênticos “campo de concentração” e são o espelho das políticas e ideologias de muitos países “desenvolvidos”, que apelam ao racismo e intolerância, e ao nacionalismo exagerado conforme apresento através de notícias que recolhi na Revista Visão de 11 de Fevereiro – tais realidades fazem desvanecer valores fundamentais para a Humanidade actual, que são o Dialogo Intercultural, o multiculturalismo, que no percorrer da História tanto fez pelo desenvolvimento das culturas.